Ex-participante do American Idol condenado por matar a esposa em Ohio

Caleb Flynn, de 40 anos, foi considerado culpado de homicídio qualificado e adulteração de provas pela morte da esposa Ashley em Tipp City, Ohio. Sentença será definida em 5 de outubro.

Ex-participante do American Idol condenado por matar a esposa em Ohio

Júri condena Caleb Flynn por assassinato da esposa e adulteração de provas em Ohio

Caleb Flynn, de 40 anos, ex-participante do "American Idol" e ex-líder de louvor, foi condenado nesta terça-feira pelo assassinato da esposa, Ashley Flynn, e por adulteração da cena do crime. Segundo cnnbrasil.com.br, o júri o considerou culpado das nove acusações apresentadas pela promotoria, incluindo homicídio qualificado, homicídio cometido durante outro crime, agressão criminosa e adulteração de provas.

Flynn balançou a cabeça, chorou e enxugou o nariz enquanto o veredicto era lido em voz alta. Logo em seguida, foi algemado e escoltado para fora do tribunal. O júri deliberou por aproximadamente duas horas antes de chegar à decisão. Uma audiência para definição da sentença foi marcada para 5 de outubro, e Flynn pode receber prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

O crime e a versão de Flynn

O caso teve início nas primeiras horas da manhã de 16 de fevereiro, quando Flynn ligou para o serviço de emergência 911 para informar que um invasor desconhecido havia atirado e matado Ashley na casa do casal, em Tipp City, Ohio. "Alguém entrou na minha casa e atirou na minha esposa", disse ele na ligação.

A polícia chegou ao local e encontrou Ashley morta no quarto com dois ferimentos de bala. Flynn relatou aos investigadores que estava deitado no quarto das filhas quando ouviu o disparo. Segundo ele, ao se levantar, encontrou a porta lateral da garagem aberta e, em seguida, a esposa morta na cama. "Quando finalmente me levantei, a porta que dá para a garagem estava aberta, mas não vi ninguém", afirmou em conversa registrada pelas câmeras corporais dos policiais.

O console central da caminhonete de Flynn, onde ele disse guardar sua arma, estava aberto quando a polícia chegou, conforme testemunhou David Hammond, agente especial do Departamento de Investigação Criminal de Ohio. Os investigadores não encontraram nenhum vestígio de um invasor deixando a região. A polícia também concluiu que os danos na porta lateral da garagem eram incompatíveis com uma invasão típica. A arma do crime nunca foi localizada.

Motivação apontada pela promotoria

Os promotores argumentaram que Flynn matou a esposa e forjou a cena do crime para encobrir um caso extraconjugal com Alleigha Botner, de 24 anos, também líder de louvor na mesma igreja. O promotor-assistente do condado de Miami, Matt Joseph, foi direto nas alegações finais: "As provas não levam a algum invasor desconhecido que desapareceu durante a noite. Elas levam diretamente ao réu."

Segundo a acusação, Flynn queria atribuir a morte de Ashley a um invasor "sem rosto" para preservar o relacionamento com a amante, a guarda integral das duas filhas do casal, o emprego "lucrativo" na empresa da família da esposa e sua posição como líder de louvor.

Ao longo de sete dias de depoimentos, a acusação convocou 40 testemunhas. A defesa não convocou nenhuma.

Mensagens comprometem o réu

Botner testemunhou durante dois dias sobre o relacionamento amoroso de quase dois anos com Flynn. Em audiência, foram lidas mensagens nas quais ele descrevia o quanto odiava a esposa e expressava o desejo de tirá-la de sua vida.

"Eu só quero que ela esteja morta e desapareça", escreveu Flynn para Botner no início de 2025.

Em agosto do mesmo ano, Flynn enviou outra mensagem à amante: "Fiquei acordado até as 4 da manhã ontem à noite chorando, literalmente pensando em maneiras de matá-la e não ir para a cadeia."

Na sequência de mensagens enviadas no dia anterior à morte de Ashley, Flynn garantiu a Botner que pediria o divórcio no dia seguinte. Quando Botner soube da morte de Ashley na manhã seguinte, disse que seu "coração começou a bater forte". Horas depois, os dois se encontraram na casa dos sogros de Flynn, onde membros da igreja estavam reunidos. Ao chegar, Botner foi abraçada por Flynn. "Não aconteceu da maneira que pensamos que aconteceria, não é?", disse Flynn, conforme o depoimento dela. Botner afirmou ao tribunal que estava "muito desconfiada" e questionou Flynn sobre o tiroteio repetidas vezes.

A versão de Flynn para Botner naquele encontro divergia da que havia dado à polícia: ele disse que estava dormindo no sofá quando ouviu o tiro e correu direto para a garagem.

Defesa não convence o júri

O advogado de defesa Patrick Mulligan reconheceu nas alegações finais que a acusação havia provado a existência do caso extraconjugal, mas sustentou que isso não equivalia a provar o homicídio. Mulligan ressaltou que a arma do crime nunca foi encontrada. "Isso simplesmente se resume ao que foi provado e ao que não foi provado e, respeitosamente, eu diria que este é um caso em que não houve prova suficiente e, portanto, merece um veredicto de inocente", disse ele.

O júri não acolheu o argumento.

Passagem pelo American Idol

O veredicto de culpado representa uma reviravolta drástica para Flynn, que participou do "American Idol" há 13 anos. Em entrevista ao programa na época, ele falou sobre a esposa: "Acho que o que me torna único, sabe, é que eu amo absolutamente o Senhor. Amo minha esposa mais do que qualquer coisa. Ela é muito, muito bonita, simplesmente – uau, eu a amo."

A sentença será definida na audiência marcada para 5 de outubro.

Source: Google News BR — Crime