Homem preso armado em seção eleitoral de Caxias do Sul; RS registra 18 ocorrências

Um homem foi detido armado na Escola Angelina Sassi Comandulli, em Caxias do Sul, na manhã do domingo de eleições. O RS acumulou 18 ocorrências eleitorais entre sábado e as 10h de domingo.

Homem preso armado em seção eleitoral de Caxias do Sul; RS registra 18 ocorrências

Homem detido com arma em escola eleitoral de Caxias do Sul

Um homem foi preso na manhã deste domingo (25) ao tentar ingressar armado na Escola Angelina Sassi Comandulli, localizada no bairro Santa Fé, em Caxias do Sul, conforme relata o brasildefato.com.br. A Guarda Municipal bloqueou a entrada do suspeito no local de votação e o encaminhou à Polícia Civil. A Polícia Federal também compareceu ao local. A ocorrência não estava incluída no balanço parcial divulgado às 10h pela Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS).

18 ocorrências em dois dias no estado

Até as 10h de domingo, a SSP-RS havia registrado nove ocorrências relacionadas ao período eleitoral. Entre elas, duas envolvem crime eleitoral, uma ameaça no município de Guaíba e um furto em local de votação ou apuração em Porto Alegre. Outros quatro casos foram classificados como crimes eleitorais diversos, e um como propaganda eleitoral irregular.

Somadas às nove ocorrências do sábado (24), o total chegou a 18 notificações. No dia anterior, foram registradas cinco denúncias de crime — em Canoas, Pelotas, Porto Alegre, Sapiranga e São Francisco de Paula — e quatro casos em outras categorias, nos municípios de Camaquã, Muliterno, Passo Fundo e Rio Grande.

Monitoramento integrado na sede da SSP-RS

As ocorrências são acompanhadas em tempo real pelo Gabinete Integrado de Monitoramento das Eleições, instalado na sede da SSP-RS. O grupo reúne representantes da Brigada Militar, da Polícia Civil, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Federal. Na mesma secretaria opera o Gabinete de Gestão Integrada de Inteligência, com membros de órgãos estaduais e federais, para agilizar o tratamento dos casos. O próximo boletim estava previsto para as 13h deste domingo.

Áudio sem provas circula em grupos de WhatsApp

As ocorrências foram registradas em meio à circulação de acusações infundadas sobre supostas fraudes na votação. Um áudio atribuído ao deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), senador eleito, circulou no grupo de WhatsApp "Tropa do Flávio". No áudio, Gayer afirma ter recebido relatos de que mesários estariam votando em nome de eleitores ausentes, especialmente no Nordeste, e convoca apoiadores para atuar como fiscais eleitorais, sem apresentar provas.

Em reportagem publicada em 24 de outubro, a Folha de S.Paulo informou que o próprio deputado reconheceu não ter evidências das denúncias e descreveu a convocação como uma medida preventiva.

Relato de intimidação em seção de Porto Alegre

O brasildefato.com.br recebeu, na manhã deste domingo, um relato de possível intimidação em uma seção eleitoral de Porto Alegre. Segundo a pessoa que presidia a mesa receptora, uma fiscal identificada como vinculada ao PL permaneceu posicionada atrás dela durante os trabalhos. A fonte descreveu a situação como uma forma de pressão.

Conforme as normas eleitorais, fiscais indicados por partidos, federações ou coligações podem acompanhar a votação, apresentar protestos, impugnar a identidade de eleitores e solicitar registro de ocorrências na ata da seção. Cada legenda pode indicar até dois fiscais por mesa, que devem apresentar credencial e crachá. Não é permitido aos fiscais entrar na cabine de votação, interferir na escolha do eleitor, comprometer o sigilo do voto, dar ordens aos mesários ou interromper a votação por conta própria.

Como registrar irregularidades

Eleitores no Rio Grande do Sul podem buscar orientações pelo número 148, o SOS Eleitor. Possíveis ilícitos eleitorais devem ser comunicados ao Ministério Público Eleitoral, conforme orienta o TRE-RS. O aplicativo Pardal recebe denúncias de irregularidades, especialmente as relacionadas à propaganda eleitoral. O Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), recebe comunicações sobre conteúdos falsos ou enganosos que possam comprometer a integridade do processo. A divulgação de uma acusação, por si só, não constitui prova de fraude.

Quanto aos mesários, cabe ressaltar que as ausências de eleitores devem ser anotadas no caderno de votação com a expressão "Não Compareceu". Esse registro não autoriza nenhuma outra pessoa a votar no lugar de quem faltou.

Source: Google News BR — Crime

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