Mais de R$ 1,2 milhão escondido em puff: irmã de delegada aciona PM em Santo André

A irmã de uma delegada da Polícia Civil encontrou R$ 1,2 milhão, US$ 120 mil e € 12 mil dentro de um puff em casa. A Corregedoria abriu investigação.

Mais de R$ 1,2 milhão escondido em puff: irmã de delegada aciona PM em Santo André

Dinheiro em moeda nacional e estrangeira achado em móvel na Grande SP

A irmã de uma delegada da Polícia Civil do Estado de São Paulo encontrou R$ 1.246.150, US$ 120 mil e € 12.675 escondidos dentro de um puff em sua residência no bairro Vila Scarpelli, em Santo André, na Grande São Paulo, no sábado (24). O caso foi relatado pelo g1.globo.com e é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil.

Marise Rezende Corsato Braga contou aos policiais que abriu o compartimento interno do móvel — de aproximadamente 50 centímetros de largura por 50 de comprimento — e encontrou pacotes com cédulas em reais e euros. Ela ligou para o 190 e pediu o deslocamento de uma equipe da Polícia Militar até o imóvel.

Delegada teria deixado o móvel após suposta ordem de busca e apreensão

Segundo o relato de Marise à PM, a delegada Maria Aparecida Rezende Corsato, apontada como integrante do 27º Distrito Policial, deixou o puff na casa da irmã depois de afirmar que estava sendo procurada em razão de uma suposta ordem de busca e apreensão. Até o registro da ocorrência, Maria Aparecida não havia sido localizada para prestar esclarecimentos, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

O local foi preservado até a chegada da perícia. A ocorrência foi inicialmente comunicada ao 2º Distrito Policial de Santo André e depois encaminhada à Corregedoria da Polícia Civil, por envolver uma delegada. Além das cédulas, os agentes apreenderam anotações encontradas no local, cujo conteúdo a SSP não detalhou. Os valores serão encaminhados para depósito judicial.

"Herança não partilhada", diz delegada; Corregedoria instaura procedimentos

Em nota de esclarecimento, Maria Aparecida afirmou que o dinheiro é proveniente de uma herança ainda não partilhada e que estava em posse da irmã. A delegada atribuiu o episódio a um desentendimento familiar e disse que seus advogados já adotam as providências necessárias.

"Meus advogados já estão adotando as providências necessárias para prestar todos os esclarecimentos à Corregedoria, inclusive sobre a origem dos valores", declarou a delegada em nota.

A SSP informou que a Corregedoria instaurou procedimentos para investigar a origem dos valores e apurar eventual responsabilidade criminal e administrativa de Maria Aparecida. A investigação prevê o depoimento de Marise, responsável por acionar a polícia, além da realização de perícias.

Delegada descreve conflito familiar e cita histórico de queixas

Na mesma nota, Maria Aparecida afirmou que a irmã enfrenta problemas emocionais e que teria procurado a Corregedoria após uma desavença entre as duas. Segundo a delegada, a discussão ocorreu depois que Marise foi ao local de trabalho do cunhado e provocou uma confusão, ocasião em que Maria Aparecida disse ter tomado partido dele.

A policial alegou ainda não ser a primeira vez que a irmã recorreu à Corregedoria após um desentendimento familiar. Como exemplo, citou um episódio de 2008, quando Marise teria registrado boletim de ocorrência alegando abandono de mãe.

Maria Aparecida também alegou que a irmã enfrenta problemas relacionados à dependência de álcool e afirmou temer que a repercussão do caso agrave seu estado emocional.

"Minha irmã e sua saúde são minhas prioridades", declarou a delegada.

O g1.globo.com ressaltou que as afirmações da delegada sobre a saúde e o comportamento da irmã não foram verificadas de forma independente pela reportagem.

Source: Google News BR — São Paulo

Read this article in English