Fraude fiscal no Grande Porto: 20 arguidos acusados de faturação fictícia no setor da madeira

O Ministério Público acusou 20 arguidos de fraude fiscal por esquema de faturação falsa, com vantagens patrimoniais de mais de 8,4 milhões de euros.

Fraude fiscal no Grande Porto: 20 arguidos acusados de faturação fictícia no setor da madeira

Vinte arguidos no banco dos réus por esquema de faturas falsas no comércio de madeira

O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra 20 arguidos — 13 dos quais sociedades — por fraude fiscal e frustração de créditos tributários, noticiou o observador.pt. A acusação, datada de 30 de setembro, foi anunciada esta quarta-feira através da página oficial da Procuradoria-Geral Distrital do Porto.

Segundo o MP, os arguidos atuaram de forma "concertada ou paralelamente entre si" no âmbito do comércio de madeira e produtos derivados, no Grande Porto, entre 2017 e 2022. O esquema consistia em inscrever na contabilidade e nas declarações de rendimentos "faturação fictícia, ora por respeitar a operações inexistentes, ora por empolar os valores e quantidades efetivamente transacionados", com o objetivo de se subtrair ao pagamento de IVA e IRC.

O MP centra a sua acusação na atuação de dois dos arguidos — pai e filho — e de sete sociedades a eles associadas, além dos restantes arguidos e respetivas empresas. A todos é imputado o crime de fraude fiscal; a dois deles acresce ainda o crime de frustração de créditos tributários.

A acusação revela ainda que "alguns dos arguidos associados à emissão de faturação falsa eram remunerados com contrapartidas monetárias de 10% a 11% do valor faturado". Um dos arguidos está adicionalmente indiciado por ocultar o seu património — nomeadamente através do registo de uma viatura em nome dos filhos — para obstar ao pagamento coercivo de tributos em processos de execução fiscal.

O MP estima que as vantagens patrimoniais obtidas através do esquema, em sede de IVA e IRC, ascendem a 8.442.947,37 euros, valor cuja perda a favor do Estado foi requerida pela acusação. O Ministério Público pede ainda uma indemnização civil correspondente ao montante dos impostos indevidamente apropriados, acrescido dos respetivos juros de mora.

Source: Google News PT — Crime (pt)

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