Grupo neonazi MAL tinha lista com mais de 100 alvos em Portugal, incluindo Marcelo e Montenegro

Nove arguidos do Movimento Armilar Lusitano foram acusados de crimes relacionados com ideologia neonazi. A lista de alvos inclui figuras políticas, jornalistas, académicos e dezenas de organizações.

Grupo neonazi MAL tinha lista com mais de 100 alvos em Portugal, incluindo Marcelo e Montenegro

Neonazis planeavam ataques a Marcelo, Montenegro e mais de uma centena de personalidades

O Ministério Público acusou nove pessoas de crimes associados à ideologia neonazi no âmbito do Movimento Armilar Lusitano (MAL), conforme reportou cnnportugal.iol.pt. Entre os planos identificados pelos investigadores estava um ataque dirigido à residência do primeiro-ministro Luís Montenegro — mas a lista de alvos do grupo ia muito além disso.

Os arguidos pertenciam ao MAL, uma organização de extrema-direita que, segundo a acusação, preparava ações agressivas contra políticos, jornalistas, académicos e organizações da sociedade civil portuguesa. A lista de alvos identificada pelo Ministério Público é extensa e inclui figuras de várias áreas da vida pública.

Políticos, comentadores e figuras públicas na mira

Entre os alvos individuais constam o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o ex-Presidente Cavaco Silva, e o ex-primeiro-ministro António Costa. Também figuram na lista o atual chefe do Governo, Luís Montenegro, e Marques Mendes, bem como Francisco Pinto Balsemão e Carlos Moedas.

A lista inclui ainda nomes como Ricardo Araújo Pereira, Nuno Markl, Miguel Sousa Tavares, Daniel Oliveira, Ricardo Costa e Ana Gomes, entre muitos outros comentadores, jornalistas e personalidades dos media e da cultura. Figuram também académicos como Raquel Varela e Fernando Rosas, bem como advogados, psicólogos e ativistas identificados pelo grupo.

Outros nomes na lista incluem Joacine Katar Moreira, Mariana Mortágua, Joana Mortágua, André Ventura — que entretanto manifestou disponibilidade para ser ouvido numa comissão de inquérito — e ainda Isabel Moreira, Ana Catarina Mendes, Pedro Delgado Alves e vários outros deputados e ex-governantes.

Lista quase interminável de alvos

A relação de pessoas visadas pelo MAL é extensa e abrange perfis muito diversificados. Além das figuras já mencionadas, o Ministério Público identificou dezenas de outros indivíduos, entre os quais:

Filipe Froes, Helena Ferro Gouveia, Carlos Abreu Amorim, Ricardo Sá Fernandes, Mariana Carneiro, Pedro Loureiro dos Santos, Rita Rui, Jorge da Silva Duarte, José Hermínio Rainha, Ricardo Malcata Alves, Ricardo Vieira de Campos D'Abreu Noronha, João Duarte Neves Sobral, Amanda Lima, Marina Cabloco, Albano Lemos Pires, Bebiana Cunha, Clara Silva, André Carrilho, João Paulo Cotrim, Cristina Sampaio, João Fazenda, Teresa Pinto e Silva, Mamadou Ba, Iqbal Hossain Rana, Raslim Uddin, Lúcia Vicente, Ana Rita Almeida, Diogo Faro, Mariana Jones, Cláudio Lotra, Mónica Silva, Ângelo Sampaio, João Costa, Rute Teixeira, Carla Lousada, Tânia Graça, Alexandra Santos, Armindo Jacinto, Alberto Torres, Carlos Oliveira, Pedro Silva, Márcia Lima Soares, Sandra Ribeiro, Clara Capitão, Daniela Bento, Joana Rita Sousa, Fábio Casaleiro, Fabian Figueiredo, Maria Vlachou, António Vale, Ana Paula Pedrosa, Ana Ferreira, Paulo Baldaia, José Miguel Prata Roque, Maria Castello Branco, Marco Paulo, Miguel Arcanjo, Miguel Clara Vasconcelos, Ainhoa Vidal, Maria João Ferreira, Luís Andrade, Lily de France, Júlia Paola le Conte da Nóbrega, Alexandra Correia, Augusto Neves Júnior, João Tomaz, Luís Manuel Andrade Moreira, Renísia Cristina Garcia Filice, Sofia Lobo, Sara Eloy, Pedro Cisneiros Lourenço, Domicília Maria Correia da Costa, Sara Martins, Tiago Queimada e Silva, Simone Silveira Amorim, Rosa Paula Rocha Pinto, Raul Jorge Coelho, Arromba Silva Rasga, Sandra Manuela Lemos Machado, Jaime Araújo, Ricardo Alves, Patrícia Carla Serrano Gonçalves, Pedro Barão, Tiago Sousa, Cláudia Henriques, Ricardo Pato, Sónia Araújo, Zélia Figueiredo, Diogo Fonseca, Anizabela Amaral, Mónica Freitas, Valter Ferreira, Gonçalo Marinho, Clara Cardoso Pereira, Hélder Duarte, Amílcar Furtado, Pedro Góis, Dino D'Santiago, Marta Lourenço, Lorena Tabares Salamanca, Susana Ferreira, Cláudia Semedo, Mynda Guevara, Gonçalo Ribeiro Teles, Maria Escaja, Ascenso Simões, Stefani Costa, Eurico Brilhante Dias, Miguel Costa Matos, Edite Estrela, Porfírio Silva, Susana Amador, Alexandre Quintanilha, Alexandra Leitão, Maria Begonha, Carla Sousa, Miguel Rodrigues, Eunice Pratas, Eduardo Alves, Francisco Dinis, Tiago Soares Monteiro, Joana Sá Pereira, Pedro Anastácio, Lúcia Araújo Silva, Anabela Real, Paulo Araújo Correia, Rosa Venâncio, Marta Freitas, Francisco Oliveira, Rosário Gamboa, Patrícia Faro, Catarina Lobo, Pompeu Martins, Palmira Maciel, Ana Isabel Santos, Maria João Castro, Alexandra Lucas Coelho, Ana Jara, André Carmo, Ana Rajado, António Louçã, António Filipe, Carlos Rabaçal, Francisco Fanhais, Joaquim Santos, João Ramos de Almeida, José Manuel Pureza, Manuel Loff, Lindo António Pratas Cambão, Osvaldo da Fonseca Grilo, Henrique Raposo e o Presidente da AIMA.

Partidos e organizações também visados

Além de indivíduos, o MAL identificou como alvos as chefias do PAN, do LIVRE e do PCTP/MRPP, bem como instituições como o Alto Comissariado para a Migração e o Observatório contra o Racismo e Xenofobia.

Entre as organizações coletivas visadas constam o Grupo ANTIFA, o SOS Racismo, o Esquerda.net, o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e diversas associações culturais, antirracistas e de defesa de direitos: ILGA, Casa do Brasil, Associação 25 de Abril, AfroFemKoop, Afrolink, Afrolis, FEMAFRO, Djass-Associação de Afrodescendentes, INMUNE, DiEM25, Climáximo, Habita!, CIDAC, Núcleo Antifascista de Barcelos, Núcleo Antifascista do Porto, Núcleo Antifascista de São Miguel nos Açores, NAC — Núcleo Antirracista de Coimbra, Kale Amenge, Iniciativa Cigana, GTO LX, Lumbardhi Foundation, Ritmos de Resistência, RDA69 — Recreativa dos Anjos, a Mesquita Martim Moniz e a Jam-e-Masjid, entre muitas outras.

A investigação segue o seu curso judicial, com os nove arguidos a aguardar julgamento pelas acusações formuladas pelo Ministério Público.

Source: Google News PT

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