Suspeito de violação de peregrina em Vila do Conde fica em prisão preventiva

Homem de 59 anos, com 21 anos de pena já cumprida, foi detido pela PJ e presente ao TIC de Matosinhos. Tribunal decretou prisão preventiva após interrogatório judicial.

Suspeito de violação de peregrina em Vila do Conde fica em prisão preventiva

Detido com historial de crimes sexuais agride peregrina do Caminho de Santiago

O tribunal decretou prisão preventiva ao suspeito da violação e roubo de uma peregrina do Caminho de Santiago, ocorridos em agosto no concelho de Vila do Conde, distrito do Porto. A medida de coação foi aplicada esta segunda-feira, após o homem ter sido presente ao Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Matosinhos para primeiro interrogatório judicial, segundo fonte judicial.

O Correio da Manhã noticia que a Polícia Judiciária (PJ) anunciou no sábado a identificação e detenção do presumível autor, "fora de flagrante delito", do crime de violação e de um crime de roubo registados em agosto no mesmo concelho.

Agressão durante o percurso

A vítima é uma cidadã estrangeira de 39 anos que percorria o Caminho de Santiago de Compostela quando foi abordada pelo arguido. Segundo o comunicado da PJ, a mulher foi "sujeita à prática de atos sexuais de relevo, através do uso de violência física, tendo sido também despojada de bens que trazia na sua posse".

A PJ descreveu que o arguido é "desconhecido da vítima" e que "atuou de surpresa, aproveitando as vulnerabilidades da ofendida, o conhecimento da zona física envolvente e demonstrando um comportamento compulsivo movido pela sua satisfação sexual".

Detenção após denúncia às autoridades

O crime ocorreu em agosto deste ano. A vítima denunciou os factos às autoridades policiais, que iniciaram "de imediato, diligências de recolha de prova que culminaram com a identificação, localização e detenção do arguido", de acordo com a PJ.

O suspeito tem 59 anos, encontra-se desempregado e possui um "amplo registo criminal pela prática de crimes de diversa natureza, incluindo a prática reiterada de crimes contra a liberdade sexual". À data dos factos, segundo a PJ, "encontrava-se em liberdade condicional após o cumprimento de uma pena de prisão efetiva de 21 anos".

Source: Correio da Manhã

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