Homem morto a tiro na Amadora em vingança por condenação em Carcavelos

A PJ de Lisboa deteve dois suspeitos por matar um homem de 43 anos e ferir o filho, vítimas que testemunharam num julgamento por tiroteio na praia de Carcavelos.

Pai morto e filho baleado por terem testemunhado em tribunal

A Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa deteve dois homens suspeitos de terem assassinado a tiro um homem de 43 anos e ferido o filho deste, na área da Amadora. Segundo o Correio da Manhã, as vítimas tinham testemunhado num processo judicial contra um amigo dos suspeitos, condenado por um tiroteio na praia de Carcavelos, em Cascais.

O crime original remonta a 29 de junho do ano passado. Um jovem de 21 anos envolveu-se numa discussão com funcionários de um restaurante na praia de Carcavelos e disparou uma arma de fogo, ferindo um funcionário e um cliente. Fugiu do local com a arma — que a PJ nunca conseguiu recuperar —, mas foi posteriormente detido e ficou em prisão preventiva. Acabou condenado a três anos e meio de prisão, com pena suspensa, por homicídio qualificado tentado e posse de arma proibida. Está em liberdade e não tem qualquer ligação aos crimes agora em investigação.

Vingança em duas fases, ambas na Amadora

A retaliação contra as testemunhas ocorreu em duas ocasiões distintas, já no presente ano. A 4 de abril, um jovem foi atingido a tiro no abdómen, na zona da Amadora, tendo necessitado de internamento hospitalar. O suspeito desse ataque foi detido na última terça-feira e encontra-se já em prisão preventiva.

Semanas mais tarde, a 21 de maio, o pai da vítima deparou-se com o agressor do filho, igualmente na Amadora. Foi alvejado com três disparos e morreu no hospital. O autor deste segundo ataque foi também detido e está igualmente em prisão preventiva.

Suspeitos com historial criminal grave

Uma fonte policial disse ao Correio da Manhã que os dois homens agora detidos são considerados muito perigosos. Ambos já têm ficha policial, na sequência de detenções anteriores por crimes graves, processos que continuam em investigação pelo Ministério Público e pela Polícia Judiciária.

Arma do tiroteio de Carcavelos nunca foi localizada

A arma utilizada no tiroteio original, em junho do ano passado, foi levada pelo arguido quando abandonou a praia de Carcavelos. Apesar das diligências realizadas, a PJ não conseguiu recuperá-la até à data.

Source: Correio da Manhã

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